samedi 12 juin 2010

Destino profissional (gigante)

Desde muito pequena eu sempre tive um grande problema: encontrar aquilo que eu desejava. Às vezes, eu até achava, mas era impossibilitada financeiramente de adquiri-lo, ou já tinha me cansado de tanta procura. Sem contar que quando eu podia comprar algo, todo mundo já tinha a “coisa” há anos. Se eu ainda continuasse achando legal, até comprava. Se não, continuava me frustrando com outros desejos. Foi um pouco assim que surgiu a idéia de me tornar estilista. Imagina só, eu poder colocar em prática todas aquelas idéias que pipocavam em minha mente? Felicidade suprema! Ainda mais porque eu adorava desenhar. Mas aí veio o vestibular, faculdade pública de moda só em Santa Catarina, e eu definitivamente não tava preparada para uma prova em universidade vocacional. Na parte prática (leia-se desenho) eu mandei tri bem, já nas questões sobre moda e sobre Santa Catarina eu me ferrei bonito. Sem contar que os catarinenses odeiam quem vai pra lá “roubar” as vagas deles. Minha mãe e eu passamos muitas e péssimas, naquela “maravilha de cidade”. O que não me incentivou nenhum pouco a me dedicar aos estudos para o próximo vestibular. Foi assim que fui parar no jornalismo.
E essa história acredito que já andei contando por aqui, mas vale um resumo: achei o máximo ver as pessoas entrevistando, gravando, fotografando e meti na cabeça que meu destino era ser correspondente de guerra. Durante todo o curso procurei fazer as matérias mais barra pesada, visitei presídio, entrevistei michês, fiz os mais variados estágios (em rádio, jornal e TV), li vários livros de guerra e fiz até minha monografia sobre o conflito entre Líbano e Israel (de 06/2006), com pretensões de continuá-la em um mestrado. Tudo, claro, para me preparar para o grande dia. Mas, minha banca foi um pequeno desastre. Depois de todo o sofrimento de análise de 30 edições de um jornal (ninguém em sã consciência analise um corpus tão grande, na graduação) e todas as noites em claro, pra fazer um histórico elogiadíssimo, consegui uns meros 8,9, que não me davam aval nenhum para buscar um mestrado. Além disso, meu estágio de produção de grandes reportagens também foi um desastre, mesmo depois de eu ir a boates barra pesada, sozinha, entrevistar garotos de programa. Tudo porque eu não encontrei um teórico/historiador ou algo que se assemelhe (na verdade eu encontrei, mas o cara tava indo viajar e não me deu a menor bola, quem dirá entrevista) para falar sobre a história dessa classe. Desilusão dobrada e concomitante. Resultado, depressão profunda.
Formada, desempregada, sem nada pra fazer, voltei as origens e entrei em uma pós em moda. Anos de desinformação modística (lembrem, eu queria ir pra guerra) me levaram a participações medíocres, mas limpinhas. Em seguida veio a aprovação e ingresso no curso de letras na UFRGS, com ênfase em tradução-francês (olha onde fui me meter, tenho tremenda dificuldade com línguas e odiava português) e aliando os dois, acabei produzindo meu artigo-final sobre moda e auto-estima, baseado na literatura. Ficou legal até, mas continuação pra quê?
Entre o período da pós e o ingresso na letras, conheci meu excelentíssimo e ele acabou com minhas maiores convicções existenciais. Virei uma mulherzinha chorona (era só dizer que me amava e eu abria o berreiro. Agora, depois de quase 2 anos, superei isso), um tanto consumista (eu era ZERO consumo) e sem a menor noção do que fazer da minha vida - além de amá-lo muito, pra sempre. É claro que a culpa não é dele. Eu já tinha me desiludido absolutamente com a correspondência de guerra depois de tudo o que não deu certo e da falta de emprego. Pra moda, ainda tenho um caminho muito grande a trilhar. E quer saber, eu tenho opiniões muito particulares sobre algumas coisas que os entendidos endeusam e é provável que seja esculachada por minhas heresias. Letras também não é a minha área, eu só entrei lá pra aprender línguas de graça, só que acabei me interessando pelas cadeiras adjacentes. O que não significa que eu quero isso pra minha vida.
Hoje em dia eu sei pouquíssimo sobre o que pode vir a ser meu futuro profissional. Eu sei que sou uma boa repórter (mesmo que esteja desempregada). Eu gosto disso e todo mundo sempre me elogiou. Eu adoro edição de imagens/vídeo. Sou louca por desenhos (mas perdi esse talento, se é que um dia o tive), gosto de pesquisar, saber onde achar coisas baratas, sou aplicada, responsável, gosto de estar sempre aprendendo. Mas já não quero mais me matar no exercício da profissão e esquecer da minha qualidade de vida. Quero ter tempo para o meu amor, para ir ao cinema, ler livros etc. Sou, também, uma excelente organizadora e cuido das finanças melhor do que administradores (hahaha, melhor do que meu irmão, ao menos). E aí, alguém tem uma vaga pra mim?

Ilustração: Bebel Callage

vendredi 14 mai 2010

Peguei nojinho


É triste ter que dizer isso, mas é fato: peguei nojinho do meu blog. Em algum momento, numa galáxia muito (muito) distante, eu o adorei. Já tive orgulho do DIZEMBUCHA e ficava “de cara” quando meu namorado desdenhava dele dizendo que era emo demais e debochando da ilustração de abertura (que ele mesmo ajudou a fazer). Mas o tempo passou, encontrei outros interesses e não consigo mais voltar pra cá com prazer, admiração (e, cá entre nós, meu digníssimo tinha um pouco (ou muita) de razão, né?). Ainda que nunca tivesse visto meus posts com tais olhos, preciso admitir que eles são/eram meio (totalmente) sentimentalóides. Não tem como negar. De qualquer forma, abandoná-lo definitivamente não me parece a melhor opção. Até porque eu acabo sempre voltando. Agora, só nos resta esperar pra ver o que o futuro irá nos reservar.

samedi 1 mai 2010

Eu quero MUITOOOOOO


Sei que estou começando a ficar com fama de "pedinte", mas quero muito esse esmalte. Aliás, eu preciso dele. Se alguma alma caridosa passar por alguma farmácia e encontrar o novo esmalte Lápis Lazuli da Risqué (ele é opaco, dá pra acreditar? É lindo, amo coisas opacas), please, s'il vous plaît, por favor (com sotaque espanhol), peloamordedeus (em bom português), compre-o - gente, é no máximo R$ 3,00 - para mim, tá?

mercredi 24 mars 2010

P.S. Eu te amo

Há alguns anos, numa noite qualquer, zapeando pela minha vasta grade de canais televisivos, assisti a um filme chamado Love and Sex, que foi traduzido como Amor aos pedaços, reprisado hoje no Telecine Light. Em resumo, a trama conta a história de uma jornalista que escreve um artigo sobre seus amores e enquanto narra os episódios do mais relevante, vai apresentando os outros.
Eu não namorava na época, nem sabia muita coisa sobre a vida a dois, mas achei aquela a representação perfeita do amor: começo, meio, fim, recomeço etc.
Adam, o amor relevante, não era nenhum galã. Aliás, se fossemos levar em conta os padrões estéticos em voga hoje, poderíamos até dizer que ele era o oposto do sonho de consumo de qualquer mulher.
No entanto, Jon Favreau conseguiu dar ao personagem um charme irresistível. Acredito que tenha sido a semelhança com a vida real a responsável por me fazer considerar aquela comédia boba tão legal. A graça era por eles não estipularem metas, nem se prenderem a padrões sociais ou a falsos moralismos. A primeira vez que Kate (Famke Janssen) soltou um pum na cama, por exemplo, ao invés de reprová-la ou achar aquela ação nojenta, Adam a abraçou rindo. Sabe o que isso significa? Intimidade. E intimidade embora pareça, às vezes, nojenta para quem está de fora, é uma delícia para aqueles que desfrutam dela sem medo. Posso ver isso com ainda mais nitidez hoje, pois achei meu Adam. A diferença é que o meu (além de não se chamar Adam) é LINDO.

vendredi 19 mars 2010

Eu quero....

A coleção outono-inverno da Dumond tá tão fofa que até aguçou meus instintos consumistas. E olha que sou contidíssima. Mas esse aí debaixo eu QUERO!!!! Se um(a) bom(a) samaritano(a) quiser me dar de presente, meu nº é 37 (em azul, hein?! hahaha).

lundi 15 mars 2010

Minha vida sem mim


Às vezes parece que estou vivendo em um corpo alheio. Que minha alma se perdeu (em algum momento) e outra pessoa assumiu o comando cerebral. Coisas que( jamais) se quer pensei em fazer, são praticamente rotina. Outras que desejava com veemência acabaram deixadas de lado. Tudo mudou. Mas, apesar de ter descoberto o que, de fato, é a felicidade, não sei se dentro de mim essa mudança foi (mesmo) para melhor.
Talvez a leitura de Minha razão de viver: memórias de um repórter, de Samuel Wainer, esteja provocando em mim um certo saudosismo precoce de minhas convicções profissionais e da dedicação que tive durante minha formação como jornalista. Em verdade, fôra de pouca valia todo o esforço, já que hoje não tenho emprego, meu diploma não vale nada e toda a experiência que adquiri está caducando. O problema é que já não sei mais o que fazer, o que quero ou para onde ir. Então, fico aqui, tentando me reencontrar e conhecendo melhor essa estranha pessoa que comanda minhas ações e que não deseja outra coisa se não aproveitar cada segundo deste mundo novo que o amor verdadeiro e recíproco lhe reservou.

Ilustração: Sujean Rim

mercredi 3 mars 2010

Agora nas férias...

- vou ler mais,
- colocar aparelho,
- assistir vários filmes,
- escrever bastante,
- arrumar nossos quartos e colocar cada coisa em seu lugar...

Como minhas aulas na UFRGS só iniciam na próxima segunda-feira, dia 8, ainda posso usar este advérbio sem o menor problema. Discussões temporais à parte, o fato é que todo mundo planeja mil coisas para fazer nas férias e no fim, como as promessas de ano-novo, estes projetos quase sempre são abandonados pelo caminho. Já fiz isso inúmeras vezes, sem nunca me cansar de formular novos planos.
Este ano, no entanto, acabei fazendo tudo aquilo que havia programado: li – dois livros apenas, mas já é um começo, ainda mais considerando que minhas férias de verdade só começaram de fato em fevereiro. Coloquei aparelho ortodôntico para consertar os desvios do sorriso “mais lindo do mundo”. Arrumei a bagunça das estantes do quarto do meu namorado, reservando lugar até para futuras aquisições de blue-rays, CDs, video-games, livros etc. Assisti bons filmes no cinema, DVD etc.
Enfim, só fiquei devendo, mesmo, novos posts. É por isso que estou aqui. Decidi que escreveria tudo aquilo que viesse a minha cabeça, seja bobagem ou não, com estilo ou sem, com erros de português, repetições de palavras e o escabáu. O que não dá mais é para ficar parada, pois isso é o que está me deixando enferrujada. Então, recomendo que aqueles que só desejam ler coisas de fato interessantes e informativas voltem daqui a um mês ou dois. Até lá!

Ilustração: Sujean Rim