vendredi 21 janvier 2011

Enganação ou estratégia possível

O começo do ano traz sempre uma série de eventos que já são típicos da época. Um bom exemplo deles sãos as promoções de verão que invadem as vitrines de todas as lojas anunciando descontos de ATÉ 70%. Desavisados que entrarem nestes estabelecimentos se achando sortudos podem correr o risco de sair dali com as mãos vazias, ou com a conta bancária no vermelho. Afinal, as peças que amamos nunca possuem os tão pronunciados -70%. Talvez seja o caso de comemorar se elas estiverem com alguma porcentagem a menos. Contudo, às vezes, nem mesmo assim o consumidor estará sendo gratificado, já que muitas lojas costumam praticar a burla.
Peças que por ventura estejam com 50% de desconto podem ter tido seu preço original alterado para dar a falsa impressão de um super desconteo Quem já não se deu conta disso?
Outra prática, pelo visto bastante comum, é diminuir o valor do desconto, caso a peça esteja com uma boa saída. Dia desses recebi por e-mail um newsletter anunciando a promoção de uma sapatilha (imagens abaixo) que eu já havia comprado (por ter recebido um outro newsletter), há dois meses, por um preço bem mais baixo do que o anunciado hoje. Ou seja, eles reduziram o desconto, mas continuam anunciando como promoção, já que o preço “original” do produto não sofre alteração. Assim, a propaganda não pode ser considerada enganosa, já que eles repassam o desconto sobre o preço original, ainda que quem tenha efetuado a compra do produto anteriormente tenha pago bem menos. Sacanagem isso, não? Afinal, apesar das sapatilhas continuarem com um preço SUPER acessível, esse foi apenas um exemplo que usei por ter como provar tal prática. Agora, imagina quantas vezes isso não ocorre por aí, com valores bem mais altos? Fiquem de olho. 


Ilustração: Sujean Rim

mardi 11 janvier 2011

Marrom Bombom

Ás vezes me bate uma vontade louca de escrever, mas quase sempre eu espero a vontade passar. Fazia muito isso antes de criar meu primeiro blog, em meados de 2002. Depois dali, nunca mais tinha deixado um pensamento passar sem codificá-lo em post.  Ao menos até começar a namorar. Na verdade um pouco antes disso eu já tinha parado de escrever tudo. De qualquer forma isso não é o mais relevante neste momento, nem o motivo pelo qual estou escrevendo. O que me traz de volta ao blog, de fato, além da vontade de compartilhar pensamentos, é a minha nova cor. Tô nega! Sim, negona, eu sequer reconheço meu braço quando olho pra ele.
O irônico é que eu tinha desistido totalmente de pegar uma corzinha. Estava completamente feliz com a minha palidez inerente – desde aquele contraste maravilhoso que adquiri junto ao meu vestido vermelho da formatura (em jornalismo) em 2007 – e nem me preocupava com as pessoas me dizendo “vai tomar um sol, guria”.
Sempre achei deprimente ficar tomando sol, rolando que nem croquete na areia. Nunca fiz isso. Ao contrário, no máximo aproveitava o mar. Neste final de semana não foi diferente. Passei os dias dentro do marzão adorável ou da piscina quentinha de um hotel em Lagoinha-SC. Tudo, claro, com muito protetor solar fator 30. Juro, passei direitinho, várias vezes ao dia, não me expus ao sol entre meio-dia e quatro da tarde e ainda assim fiquei vermelha. Tá, tá,  no domingo eu abusei um pouquinho e fiquei até às 13h no mar. Mas isso foi só porque estávamos indo embora. O resultado foi um total desconhecimento de minha pessoa. É bizarro olhar no espelho e não ver mais aquela brancura reluzente. Minhas pernas não estão assim “marrom bombom”, mas também não cegam mais ninguém. Agora, meus ombros... Meu deus, tô até com medo. Só não tiro fotos para mostrar no blog porque não tenho câmera e a do PC não mostra direito.  Acredito que meus amigos não me reconheceriam mais nas ruas.  Eu não me reconheceria.

Ilustração: Sujean Rim.

mercredi 29 décembre 2010

Último post do ano


O ano está acabando e mais uma daquelas maratonas de filmes natalinos invadem a programação televisiva provocando uma sensação generalizada de nostalgia. Eu até que gosto disso. Ficar inerte em uma cama, deixando as horas passar, apenas esperando se comover com as histórias que já assistimos um trilhão de vezes, não me parece assim tão reprovável – ao menos nesta época. Hoje, mais uma vez estou aqui, me comovendo com o conto da adorável “pobre” livreira que perde sua lojinha, depois de 42 anos de dedicação aos livros, absorvida por um gigante do ramo.
Mensagem Para Você é uma daquelas películas que grudam na mente da gente e não adianta fugir. Sempre que passa na TV, não consigo deixar de ver e achar uma gracinha de filme. Digam o que quiserem, acho a Meg Ryan uma fofa (desde Por Trás Daquele Beijo) e Tom Hanks com seu jeito mongolão (no bom sentido Hanks) formam, nesta narrativa, o par perfeito. A gente torce para eles ficarem juntos e que talvez algo assim possa acontecer conosco também. Sei lá, quem sabe eu seja apenas uma emo (como diria m eu lindo) disfarçada e ao invés de escrever um super post para fechar o ano, apenas comento algo sem maior relevância para humanidade.
Bem, essa sou eu. Feliz ano-novo a todos que não entram no meu blog (e para os perdidos que chegam até aqui por engano).

mardi 16 novembre 2010

Impossibilidades


Numa tarde dessas minha mãe veio braba da sala, com aquele ar de “lá vem bronca”, e me disse bem séria: “Se um dia tu pensares em ter filhos, tu nem sonhes em ter desejos. Pois, basta tu querer alguma coisa para aquilo sumir das prateleiras!”.
Não lembro exatamente o que tinha pedido para ela comprar, acho que foi milho (sim, algo simples e fácil de achar), sei lá. O fato é que sempre que começo a consumir algo, ou tenho vontade de comprar, nunca encontro. Ou porque pararam de fabricar ou porque meu nº está em falta. É sempre a mesma coisa. Com calçados, então, não falha. Eu ADORO sapatos, mas não compro qualquer um. Aliás, sou muito criteriosa e tenho um gosto bastante peculiar, o que só agrava a minha falta de sorte em achar meus objetos de desejo. Esses dois tenizinhos aí de cima, eu até encontrei em lojas (no Brasil e na Argentina), o problema foi mais uma vez meus pezinhos de anjo. Eles tinham o meu nº (37), no entanto, a forma dos bonitinhos era um pouco menor do que a de costume, aí o ideal seria um nº acima do meu que, claro, não havia nas lojas. Assim, mais uma vez fiquei só querendo. Coisa triste, não?

jeudi 11 novembre 2010

iPad bombando....

O principio é basicamente o mesmo daquela brincadeira que se faz com crianças que estão começando a falar: você diz a primeira bobagem que vem à sua cabeça e espera que o anjinho à sua frente repita tudo com aquela vozinha meiga. A diferença é que – com um iPad ou iPhone (é necessário um “microfone” no aparelho) – o anjinho é você mesmo. Melhor dizendo, é a sua voz distorcida com a ajuda de um aplicativo igualmente fofo, travestido de hipopótamo (Talking Hippo), gatinho (Talking Tom), pássaro (Talking Larry) etc. Além de colocar a bicharada pra falar, você pode alimentá-los, acariciá-los ou espancar os pobrezinhos (diga NÃO à violência!). E o melhor de tudo isso é que além de dar muitas risadas, você pode enviar seus discursos hilários por e-mail, colocar no facebook ou no twitter e mostrar suas travessuras para quem quiser. Legal, não?

dimanche 24 octobre 2010

Obsessão


Eu juro, juro por Deus, que seria capaz de assistir mil vezes – mil vezes sem parar – ao filme Antes do Amanhecer. Devia ter uns 14 ou 15 anos quando o vi pela primeira vez e desde então ele nunca mais saiu da minha cabeça.
Como não sou do tipo que decora diálogos ou coisas assim, não sou capaz de reproduzir nenhuma parte dessa grande obra, mas me encantei por cada olhar, cada diálogo, cada locação e trilha daquela película que tinha tudo para ser um desastre. Afinal, uma produção cinematográfica que se baseia apenas no diálogo entre duas pessoas não parece exatamente a coisa mais charmosa do mundo para um adolescente. Mas foi pra mim e, acredito, para muita gente.
Por isso, sempre que descubro que ele está passando na tevê, não importa em que parte esteja, nem se ele foi dublado ou não, eu paro para olhar.
O mais engraçado é que sinto sempre a mesma sensação e desejo de que aquilo pudesse realmente acontecer. A única diferença é que hoje em dia eu não tenho a menor pretensão ou vontade de me deparar com um Ethan Hawke em um trem – ou ônibus – qualquer, pois, meu namorado lindo-gostoso-tudo-de-bom vale muito mais do que qualquer um e a nossa história é muito mais fofa. 


Ilustração: Bebel Callage

mercredi 20 octobre 2010

Quem imita quem (parte II)

Apesar de não entrar aqui, há séculos, venho trabalhando (isso não é mania de gerúndio, eu realmente estava empenhada) neste post há meses. A questão é que eu sempre usei o paint e estava querendo sair da pré-história, ainda que para chegar na pós-modernidade o caminho seja longo demais. Então, acabei atrasando mais do que deveria este post que era para estar pronto em agosto. Sim, AGOSTO, quando as marcas de roupas e calçados começaram a publicar nos sites e revistas suas novas coleções do verão brazuca.
Quem freqüenta o Arquivos de gaveta (tá, eu sei que não tenho leitores, mas a pessoa pode se enganar, não?) sabe que no verão passado eu postei um "jogo dos sete erros" com Via Uno e a Datelli. Para minha surpresa a coisa se repetiu neste ano. Eu sei, basta sair nas ruas e ver um monte de sapatos iguais de marcas diferentes. Chinelinhos e melissas são as mais copiadas, mas quando marcas que supostamente deveriam ter um diferencial começam a fazer tudo igual chega a dar uma depressão. Tá, pensando de uma forma Pollyana, pode ser que alguém se alegre de ver sua sandália favorita com diversos valores. Mas, não me pergunte preços, esse trabalho eu não tive. Lembrem-se, eu tava tentando aprender a usar o PHOTOSHOP, gente! Descobrindo a varinha mágica, utilizando a borrachinha, colocando fundos coloridos, etc... O resultado não ficou tão bom quanto eu queria, pois de nada adiantou eu usar tudo aquilo para usar fundo branco. O problema é que não estava me acertando muito bem com as cores. De qualquer forma, o que vale é a informação. Com  o tempo eu aprendo a fazer "super-produções-photoshopianas".