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vendredi 21 janvier 2011

Enganação ou estratégia possível

O começo do ano traz sempre uma série de eventos que já são típicos da época. Um bom exemplo deles sãos as promoções de verão que invadem as vitrines de todas as lojas anunciando descontos de ATÉ 70%. Desavisados que entrarem nestes estabelecimentos se achando sortudos podem correr o risco de sair dali com as mãos vazias, ou com a conta bancária no vermelho. Afinal, as peças que amamos nunca possuem os tão pronunciados -70%. Talvez seja o caso de comemorar se elas estiverem com alguma porcentagem a menos. Contudo, às vezes, nem mesmo assim o consumidor estará sendo gratificado, já que muitas lojas costumam praticar a burla.
Peças que por ventura estejam com 50% de desconto podem ter tido seu preço original alterado para dar a falsa impressão de um super desconteo Quem já não se deu conta disso?
Outra prática, pelo visto bastante comum, é diminuir o valor do desconto, caso a peça esteja com uma boa saída. Dia desses recebi por e-mail um newsletter anunciando a promoção de uma sapatilha (imagens abaixo) que eu já havia comprado (por ter recebido um outro newsletter), há dois meses, por um preço bem mais baixo do que o anunciado hoje. Ou seja, eles reduziram o desconto, mas continuam anunciando como promoção, já que o preço “original” do produto não sofre alteração. Assim, a propaganda não pode ser considerada enganosa, já que eles repassam o desconto sobre o preço original, ainda que quem tenha efetuado a compra do produto anteriormente tenha pago bem menos. Sacanagem isso, não? Afinal, apesar das sapatilhas continuarem com um preço SUPER acessível, esse foi apenas um exemplo que usei por ter como provar tal prática. Agora, imagina quantas vezes isso não ocorre por aí, com valores bem mais altos? Fiquem de olho. 


Ilustração: Sujean Rim

mardi 11 janvier 2011

Marrom Bombom

Ás vezes me bate uma vontade louca de escrever, mas quase sempre eu espero a vontade passar. Fazia muito isso antes de criar meu primeiro blog, em meados de 2002. Depois dali, nunca mais tinha deixado um pensamento passar sem codificá-lo em post.  Ao menos até começar a namorar. Na verdade um pouco antes disso eu já tinha parado de escrever tudo. De qualquer forma isso não é o mais relevante neste momento, nem o motivo pelo qual estou escrevendo. O que me traz de volta ao blog, de fato, além da vontade de compartilhar pensamentos, é a minha nova cor. Tô nega! Sim, negona, eu sequer reconheço meu braço quando olho pra ele.
O irônico é que eu tinha desistido totalmente de pegar uma corzinha. Estava completamente feliz com a minha palidez inerente – desde aquele contraste maravilhoso que adquiri junto ao meu vestido vermelho da formatura (em jornalismo) em 2007 – e nem me preocupava com as pessoas me dizendo “vai tomar um sol, guria”.
Sempre achei deprimente ficar tomando sol, rolando que nem croquete na areia. Nunca fiz isso. Ao contrário, no máximo aproveitava o mar. Neste final de semana não foi diferente. Passei os dias dentro do marzão adorável ou da piscina quentinha de um hotel em Lagoinha-SC. Tudo, claro, com muito protetor solar fator 30. Juro, passei direitinho, várias vezes ao dia, não me expus ao sol entre meio-dia e quatro da tarde e ainda assim fiquei vermelha. Tá, tá,  no domingo eu abusei um pouquinho e fiquei até às 13h no mar. Mas isso foi só porque estávamos indo embora. O resultado foi um total desconhecimento de minha pessoa. É bizarro olhar no espelho e não ver mais aquela brancura reluzente. Minhas pernas não estão assim “marrom bombom”, mas também não cegam mais ninguém. Agora, meus ombros... Meu deus, tô até com medo. Só não tiro fotos para mostrar no blog porque não tenho câmera e a do PC não mostra direito.  Acredito que meus amigos não me reconheceriam mais nas ruas.  Eu não me reconheceria.

Ilustração: Sujean Rim.

mercredi 29 décembre 2010

Último post do ano


O ano está acabando e mais uma daquelas maratonas de filmes natalinos invadem a programação televisiva provocando uma sensação generalizada de nostalgia. Eu até que gosto disso. Ficar inerte em uma cama, deixando as horas passar, apenas esperando se comover com as histórias que já assistimos um trilhão de vezes, não me parece assim tão reprovável – ao menos nesta época. Hoje, mais uma vez estou aqui, me comovendo com o conto da adorável “pobre” livreira que perde sua lojinha, depois de 42 anos de dedicação aos livros, absorvida por um gigante do ramo.
Mensagem Para Você é uma daquelas películas que grudam na mente da gente e não adianta fugir. Sempre que passa na TV, não consigo deixar de ver e achar uma gracinha de filme. Digam o que quiserem, acho a Meg Ryan uma fofa (desde Por Trás Daquele Beijo) e Tom Hanks com seu jeito mongolão (no bom sentido Hanks) formam, nesta narrativa, o par perfeito. A gente torce para eles ficarem juntos e que talvez algo assim possa acontecer conosco também. Sei lá, quem sabe eu seja apenas uma emo (como diria m eu lindo) disfarçada e ao invés de escrever um super post para fechar o ano, apenas comento algo sem maior relevância para humanidade.
Bem, essa sou eu. Feliz ano-novo a todos que não entram no meu blog (e para os perdidos que chegam até aqui por engano).

mardi 16 novembre 2010

Impossibilidades


Numa tarde dessas minha mãe veio braba da sala, com aquele ar de “lá vem bronca”, e me disse bem séria: “Se um dia tu pensares em ter filhos, tu nem sonhes em ter desejos. Pois, basta tu querer alguma coisa para aquilo sumir das prateleiras!”.
Não lembro exatamente o que tinha pedido para ela comprar, acho que foi milho (sim, algo simples e fácil de achar), sei lá. O fato é que sempre que começo a consumir algo, ou tenho vontade de comprar, nunca encontro. Ou porque pararam de fabricar ou porque meu nº está em falta. É sempre a mesma coisa. Com calçados, então, não falha. Eu ADORO sapatos, mas não compro qualquer um. Aliás, sou muito criteriosa e tenho um gosto bastante peculiar, o que só agrava a minha falta de sorte em achar meus objetos de desejo. Esses dois tenizinhos aí de cima, eu até encontrei em lojas (no Brasil e na Argentina), o problema foi mais uma vez meus pezinhos de anjo. Eles tinham o meu nº (37), no entanto, a forma dos bonitinhos era um pouco menor do que a de costume, aí o ideal seria um nº acima do meu que, claro, não havia nas lojas. Assim, mais uma vez fiquei só querendo. Coisa triste, não?

jeudi 11 novembre 2010

iPad bombando....

O principio é basicamente o mesmo daquela brincadeira que se faz com crianças que estão começando a falar: você diz a primeira bobagem que vem à sua cabeça e espera que o anjinho à sua frente repita tudo com aquela vozinha meiga. A diferença é que – com um iPad ou iPhone (é necessário um “microfone” no aparelho) – o anjinho é você mesmo. Melhor dizendo, é a sua voz distorcida com a ajuda de um aplicativo igualmente fofo, travestido de hipopótamo (Talking Hippo), gatinho (Talking Tom), pássaro (Talking Larry) etc. Além de colocar a bicharada pra falar, você pode alimentá-los, acariciá-los ou espancar os pobrezinhos (diga NÃO à violência!). E o melhor de tudo isso é que além de dar muitas risadas, você pode enviar seus discursos hilários por e-mail, colocar no facebook ou no twitter e mostrar suas travessuras para quem quiser. Legal, não?

dimanche 24 octobre 2010

Obsessão


Eu juro, juro por Deus, que seria capaz de assistir mil vezes – mil vezes sem parar – ao filme Antes do Amanhecer. Devia ter uns 14 ou 15 anos quando o vi pela primeira vez e desde então ele nunca mais saiu da minha cabeça.
Como não sou do tipo que decora diálogos ou coisas assim, não sou capaz de reproduzir nenhuma parte dessa grande obra, mas me encantei por cada olhar, cada diálogo, cada locação e trilha daquela película que tinha tudo para ser um desastre. Afinal, uma produção cinematográfica que se baseia apenas no diálogo entre duas pessoas não parece exatamente a coisa mais charmosa do mundo para um adolescente. Mas foi pra mim e, acredito, para muita gente.
Por isso, sempre que descubro que ele está passando na tevê, não importa em que parte esteja, nem se ele foi dublado ou não, eu paro para olhar.
O mais engraçado é que sinto sempre a mesma sensação e desejo de que aquilo pudesse realmente acontecer. A única diferença é que hoje em dia eu não tenho a menor pretensão ou vontade de me deparar com um Ethan Hawke em um trem – ou ônibus – qualquer, pois, meu namorado lindo-gostoso-tudo-de-bom vale muito mais do que qualquer um e a nossa história é muito mais fofa. 


Ilustração: Bebel Callage

vendredi 17 septembre 2010

mercredi 8 septembre 2010

Quando mentir for preciso, poder falar a verdade

Se existe uma coisa complicada (de verdade) no mundo é o relacionamento humano. E nem estou falando aqui de envolvimentos amorosos, mas indo além deles para tocar em um ponto crucial: a aceitação.
Onde quer que você vá, o que quer que você faça, tudo e absolutamente tudo será analisado e avaliado – em milésimos de segundos – e poderá ser usado contra você em algum tribunal inquisidor por este mundão afora.
Por isso, cuidado! Argumentar, depois, não irá lhe livrar de nada. Sua pecha de mal educada, grosseira e outros adjetivos do gênero lhe perseguirão para sempre.


Texto censurado!

samedi 12 juin 2010

Destino profissional (gigante)

Desde muito pequena eu sempre tive um grande problema: encontrar aquilo que eu desejava. Às vezes, eu até achava, mas era impossibilitada financeiramente de adquiri-lo, ou já tinha me cansado de tanta procura. Sem contar que quando eu podia comprar algo, todo mundo já tinha a “coisa” há anos. Se eu ainda continuasse achando legal, até comprava. Se não, continuava me frustrando com outros desejos. Foi um pouco assim que surgiu a idéia de me tornar estilista. Imagina só, eu poder colocar em prática todas aquelas idéias que pipocavam em minha mente? Felicidade suprema! Ainda mais porque eu adorava desenhar. Mas aí veio o vestibular, faculdade pública de moda só em Santa Catarina, e eu definitivamente não tava preparada para uma prova em universidade vocacional. Na parte prática (leia-se desenho) eu mandei tri bem, já nas questões sobre moda e sobre Santa Catarina eu me ferrei bonito. Sem contar que os catarinenses odeiam quem vai pra lá “roubar” as vagas deles. Minha mãe e eu passamos muitas e péssimas, naquela “maravilha de cidade”. O que não me incentivou nenhum pouco a me dedicar aos estudos para o próximo vestibular. Foi assim que fui parar no jornalismo.
E essa história acredito que já andei contando por aqui, mas vale um resumo: achei o máximo ver as pessoas entrevistando, gravando, fotografando e meti na cabeça que meu destino era ser correspondente de guerra. Durante todo o curso procurei fazer as matérias mais barra pesada, visitei presídio, entrevistei michês, fiz os mais variados estágios (em rádio, jornal e TV), li vários livros de guerra e fiz até minha monografia sobre o conflito entre Líbano e Israel (de 06/2006), com pretensões de continuá-la em um mestrado. Tudo, claro, para me preparar para o grande dia. Mas, minha banca foi um pequeno desastre. Depois de todo o sofrimento de análise de 30 edições de um jornal (ninguém em sã consciência analise um corpus tão grande, na graduação) e todas as noites em claro, pra fazer um histórico elogiadíssimo, consegui uns meros 8,9, que não me davam aval nenhum para buscar um mestrado. Além disso, meu estágio de produção de grandes reportagens também foi um desastre, mesmo depois de eu ir a boates barra pesada, sozinha, entrevistar garotos de programa. Tudo porque eu não encontrei um teórico/historiador ou algo que se assemelhe (na verdade eu encontrei, mas o cara tava indo viajar e não me deu a menor bola, quem dirá entrevista) para falar sobre a história dessa classe. Desilusão dobrada e concomitante. Resultado, depressão profunda.
Formada, desempregada, sem nada pra fazer, voltei as origens e entrei em uma pós em moda. Anos de desinformação modística (lembrem, eu queria ir pra guerra) me levaram a participações medíocres, mas limpinhas. Em seguida veio a aprovação e ingresso no curso de letras na UFRGS, com ênfase em tradução-francês (olha onde fui me meter, tenho tremenda dificuldade com línguas e odiava português) e aliando os dois, acabei produzindo meu artigo-final sobre moda e auto-estima, baseado na literatura. Ficou legal até, mas continuação pra quê?
Entre o período da pós e o ingresso na letras, conheci meu excelentíssimo e ele acabou com minhas maiores convicções existenciais. Virei uma mulherzinha chorona (era só dizer que me amava e eu abria o berreiro. Agora, depois de quase 2 anos, superei isso), um tanto consumista (eu era ZERO consumo) e sem a menor noção do que fazer da minha vida - além de amá-lo muito, pra sempre. É claro que a culpa não é dele. Eu já tinha me desiludido absolutamente com a correspondência de guerra depois de tudo o que não deu certo e da falta de emprego. Pra moda, ainda tenho um caminho muito grande a trilhar. E quer saber, eu tenho opiniões muito particulares sobre algumas coisas que os entendidos endeusam e é provável que seja esculachada por minhas heresias. Letras também não é a minha área, eu só entrei lá pra aprender línguas de graça, só que acabei me interessando pelas cadeiras adjacentes. O que não significa que eu quero isso pra minha vida.
Hoje em dia eu sei pouquíssimo sobre o que pode vir a ser meu futuro profissional. Eu sei que sou uma boa repórter (mesmo que esteja desempregada). Eu gosto disso e todo mundo sempre me elogiou. Eu adoro edição de imagens/vídeo. Sou louca por desenhos (mas perdi esse talento, se é que um dia o tive), gosto de pesquisar, saber onde achar coisas baratas, sou aplicada, responsável, gosto de estar sempre aprendendo. Mas já não quero mais me matar no exercício da profissão e esquecer da minha qualidade de vida. Quero ter tempo para o meu amor, para ir ao cinema, ler livros etc. Sou, também, uma excelente organizadora e cuido das finanças melhor do que administradores (hahaha, melhor do que meu irmão, ao menos). E aí, alguém tem uma vaga pra mim?

Ilustração: Bebel Callage

vendredi 14 mai 2010

Peguei nojinho


É triste ter que dizer isso, mas é fato: peguei nojinho do meu blog. Em algum momento, numa galáxia muito (muito) distante, eu o adorei. Já tive orgulho do DIZEMBUCHA e ficava “de cara” quando meu namorado desdenhava dele dizendo que era emo demais e debochando da ilustração de abertura (que ele mesmo ajudou a fazer). Mas o tempo passou, encontrei outros interesses e não consigo mais voltar pra cá com prazer, admiração (e, cá entre nós, meu digníssimo tinha um pouco (ou muita) de razão, né?). Ainda que nunca tivesse visto meus posts com tais olhos, preciso admitir que eles são/eram meio (totalmente) sentimentalóides. Não tem como negar. De qualquer forma, abandoná-lo definitivamente não me parece a melhor opção. Até porque eu acabo sempre voltando. Agora, só nos resta esperar pra ver o que o futuro irá nos reservar.

samedi 1 mai 2010

Eu quero MUITOOOOOO


Sei que estou começando a ficar com fama de "pedinte", mas quero muito esse esmalte. Aliás, eu preciso dele. Se alguma alma caridosa passar por alguma farmácia e encontrar o novo esmalte Lápis Lazuli da Risqué (ele é opaco, dá pra acreditar? É lindo, amo coisas opacas), please, s'il vous plaît, por favor (com sotaque espanhol), peloamordedeus (em bom português), compre-o - gente, é no máximo R$ 3,00 - para mim, tá?

mercredi 24 mars 2010

P.S. Eu te amo

Há alguns anos, numa noite qualquer, zapeando pela minha vasta grade de canais televisivos, assisti a um filme chamado Love and Sex, que foi traduzido como Amor aos pedaços, reprisado hoje no Telecine Light. Em resumo, a trama conta a história de uma jornalista que escreve um artigo sobre seus amores e enquanto narra os episódios do mais relevante, vai apresentando os outros.
Eu não namorava na época, nem sabia muita coisa sobre a vida a dois, mas achei aquela a representação perfeita do amor: começo, meio, fim, recomeço etc.
Adam, o amor relevante, não era nenhum galã. Aliás, se fossemos levar em conta os padrões estéticos em voga hoje, poderíamos até dizer que ele era o oposto do sonho de consumo de qualquer mulher.
No entanto, Jon Favreau conseguiu dar ao personagem um charme irresistível. Acredito que tenha sido a semelhança com a vida real a responsável por me fazer considerar aquela comédia boba tão legal. A graça era por eles não estipularem metas, nem se prenderem a padrões sociais ou a falsos moralismos. A primeira vez que Kate (Famke Janssen) soltou um pum na cama, por exemplo, ao invés de reprová-la ou achar aquela ação nojenta, Adam a abraçou rindo. Sabe o que isso significa? Intimidade. E intimidade embora pareça, às vezes, nojenta para quem está de fora, é uma delícia para aqueles que desfrutam dela sem medo. Posso ver isso com ainda mais nitidez hoje, pois achei meu Adam. A diferença é que o meu (além de não se chamar Adam) é LINDO.

vendredi 19 mars 2010

Eu quero....

A coleção outono-inverno da Dumond tá tão fofa que até aguçou meus instintos consumistas. E olha que sou contidíssima. Mas esse aí debaixo eu QUERO!!!! Se um(a) bom(a) samaritano(a) quiser me dar de presente, meu nº é 37 (em azul, hein?! hahaha).

lundi 15 mars 2010

Minha vida sem mim


Às vezes parece que estou vivendo em um corpo alheio. Que minha alma se perdeu (em algum momento) e outra pessoa assumiu o comando cerebral. Coisas que( jamais) se quer pensei em fazer, são praticamente rotina. Outras que desejava com veemência acabaram deixadas de lado. Tudo mudou. Mas, apesar de ter descoberto o que, de fato, é a felicidade, não sei se dentro de mim essa mudança foi (mesmo) para melhor.
Talvez a leitura de Minha razão de viver: memórias de um repórter, de Samuel Wainer, esteja provocando em mim um certo saudosismo precoce de minhas convicções profissionais e da dedicação que tive durante minha formação como jornalista. Em verdade, fôra de pouca valia todo o esforço, já que hoje não tenho emprego, meu diploma não vale nada e toda a experiência que adquiri está caducando. O problema é que já não sei mais o que fazer, o que quero ou para onde ir. Então, fico aqui, tentando me reencontrar e conhecendo melhor essa estranha pessoa que comanda minhas ações e que não deseja outra coisa se não aproveitar cada segundo deste mundo novo que o amor verdadeiro e recíproco lhe reservou.

Ilustração: Sujean Rim

mercredi 3 mars 2010

Agora nas férias...

- vou ler mais,
- colocar aparelho,
- assistir vários filmes,
- escrever bastante,
- arrumar nossos quartos e colocar cada coisa em seu lugar...

Como minhas aulas na UFRGS só iniciam na próxima segunda-feira, dia 8, ainda posso usar este advérbio sem o menor problema. Discussões temporais à parte, o fato é que todo mundo planeja mil coisas para fazer nas férias e no fim, como as promessas de ano-novo, estes projetos quase sempre são abandonados pelo caminho. Já fiz isso inúmeras vezes, sem nunca me cansar de formular novos planos.
Este ano, no entanto, acabei fazendo tudo aquilo que havia programado: li – dois livros apenas, mas já é um começo, ainda mais considerando que minhas férias de verdade só começaram de fato em fevereiro. Coloquei aparelho ortodôntico para consertar os desvios do sorriso “mais lindo do mundo”. Arrumei a bagunça das estantes do quarto do meu namorado, reservando lugar até para futuras aquisições de blue-rays, CDs, video-games, livros etc. Assisti bons filmes no cinema, DVD etc.
Enfim, só fiquei devendo, mesmo, novos posts. É por isso que estou aqui. Decidi que escreveria tudo aquilo que viesse a minha cabeça, seja bobagem ou não, com estilo ou sem, com erros de português, repetições de palavras e o escabáu. O que não dá mais é para ficar parada, pois isso é o que está me deixando enferrujada. Então, recomendo que aqueles que só desejam ler coisas de fato interessantes e informativas voltem daqui a um mês ou dois. Até lá!

Ilustração: Sujean Rim

vendredi 8 janvier 2010

Volver a comenzar


Dia 12 de janeiro entrego o artigo final da minha pós. Como as minhas aulas na UFRGS só acabaram no dia 23 de dezembro, sobrou pouco tempo para fazer outra coisa senão me dedicar à faculdade, por isso fique longe. Mas agora, nas férias, espero voltar ao meu cantinho do coração. Por enquanto, deixo os raros visitantes deste espaço na companhia de Café Tacuba e sua linda canção Volver a comenzar (título, aliás, mais do que apropriado para o momento). Descobri ela jogando Little Big Planet com meu namorado. Espero que gostem!


Volver a comenzar - Café Tacuba

Si hiciera una lista de mis errores
De los menores hasta los peores
Que expusiera todas las heridas
Los fracasos, desamores y las mentiras

Ofreceré el aroma del ámbar
Ofreceré el cedro y mis lágrimas
Con la paciencia del mar, esperaré
Todo una vida a que sane la confianza

Si volviera a comenzar
No tendría tiempo de reparar

Si hiciera un viaje hasta mis adentros
Y sobreviviera a los lamentos
Pediría fuerzas para decir cuanto lo siento
Si volviera de un viaje a mis adentros

Si volviera a comenzar
No tendría tiempo de reparar
El agua derramada está
La sed que siento no saciará

¿Cuantas cosas más puedo guardar?
¿Cuantas cosas puedo a atesorar?
Dulce tentación de dejarlo todo

¿Cuanto espacio más quiero ocupar?
(Hasta los recuerdos ya no caben en este lugar)
¿Cuantas cosas me puedo llevar?
(La última mudanza debe ser la más ligera)
Dulce tentación de dejarlo todo
Dulce tentación regalarlo todo

Si volviera a comenzar
No tendría tiempo de reparar
El agua derramada está
La sed que siento me sanará
El agua derramada está
La sed que siento me sanará

lundi 16 novembre 2009

Esqueci meu título matador (recuperado)


Penso, logo existo (ou deveria dizer: desisto)? Se essa máxima de Descartes for verdadeira, minha ânsia por existir deve ser tão gigantesca que meu cérebro não é capaz de conter. Afinal, não consigo ficar um segundo sequer sem matutar alguma coisa, por mais minúscula ou inútil que seja.
Não fosse a minha completa falta de tato ou inteligência social isso talvez fizesse de mim uma grande pensadora, daquelas que sai por ai dando palestras e escrevendo livros comentadíssimos e sempre citados. O problema é que minha memória é um caos e sempre que eu resolvo passar para o papel meus insights tudo parece tão banal e desnecessário que não sigo adiante. Ou, acabo fazendo outra viagem e fugindo de tudo o que pretendia escrever, pois, meu cérebro já se desconectou daquele primeiro pensamento e os neurônios estão fazendo conexões outras, totalmente opostas ou fora de propósito.
O que poderia ser uma vantagem (ter um cérebro sempre pensante), acaba sendo uma tragédia por que começo a ler uma coisa e num piscar de olhos fujo daquelas linhas e passo a delirar em meio a outro assunto.
Como se não bastasse, o fato de pensar demais me causa extremo tormento também quando decido comprar algo de alto custo. Minha criação não me ensinou a decidir por conta própria, sem saber antes tudo o que pode ou não dar errado depois desta compra. Minha mãe era o sonho de qualquer criança (que ainda não tem consciência do valor das coisas). Para ela tudo era possível. Ainda que ela nos tivesse ensinado quanto cada coisa custava e qual o valor que tínhamos disponível, sempre que queríamos muito algo, ela arrumava um jeito de suprir nossas necessidades, nem que isso a obrigasse a trabalhar triplicadamente. Em compensação, meu irmão que desde criança só pensava em como obter lucros financeiros (ele vendia os engradados do meu pai e tudo o mais que via pela frente, ainda quando tinha uns 10-12 anos) vivia me impelindo a não ter ambições já que não tínhamos condições de saná-las. Assim, desde cedo eu tive que tentar descobrir em que patamar se encontrava o meu desejo, entre o “tudo-pode” e o “nada-pode”. Consequência disso é a minha total falta de noção para lidar com preços. Sempre acho tudo muito caro e, ao invés de valorizar as coisas, valorizo mais o dinheiro. O que me faz poupar loucamente e nunca saber como usar a poupança depois. Por mais que eu precise de algo e tenha condições de comprar, sempre fico confabulando se aquilo é bom o suficiente ou se vale mesmo o quanto custa. Assim, vou perdendo as oportunidades por medo de me arrepender depois. Por estas e outras que, mesmo sem computador em casa há mais de uma semana, ainda não comprei um bendito notebook que livrará meu namorado do tormento de levar de um lado para outro o dele. Calma, meu amor. Uma hora eu me decido!

Ilustração: Kevin Dart

jeudi 12 novembre 2009

Eu poderia...

Eu podia estar matando, eu podia estar roubando, mas preferi vir aqui atualizar meu blog e me afastar o máximo possível de camas para não passar mais uma noite dormindo das 19h30 às 22h30. Sei que deveria estar lendo coisas para o meu artigo final da Pós, ou, no mínimo, fazendo meus exercícios de Latim. Mas, fazer o quê?, a coisa não tá fluindo. Começo a ler e durmo! Um saco. Então, resolvi postar algumas musiquinhas francesas que descobri no SingStar (a nova paixão do meu namorado). Espero que gostem.

Allô le monde - Pauline
(não pude anexar o clipe, o pessoal não liberou a incorporação. Blérg!)


Ce jeu - Yelle
(o clipe é muito engraçado!!!)

lundi 12 octobre 2009

O MELHOR presente (no dia das crianças)


Há um ano o dia das crianças havia caído em um domingo. Na sexta-feira anterior meu PC deixara de funcionar. Desesperada, no sábado, fui à casa de uma amiga (Lu) aproveitar-me de sua conexão, além, é claro, da ótima companhia, já que não tivera naquela semana (consequência do feriado) aula na Pós.
Conversa vai, conversa vem, decidimos sair para dançar. Eu, que teria de desmarcar um encontro (o qual ocorreria na segunda) devido ao conserto do computador, resolvi apenas remarcá-lo, convidando o garoto engraçadíssimo que conhecera no dia 20 de setembro à sair com a gente.
Um outra amiga (Ale) – à qual tínhamos (o garoto e eu) em comum – jurava que havíamos nascidos um para outro, ainda que mal nos conhecêssemos - o que, tenho que admitir, não acreditava, nem queria comprovar. Porém, no decorrer de algumas conversas virtuais e leituras mutuas de blogs a vontade de descobrir se ela estaria com a razão foi maior.
E lá estava eu, convidando o garoto para sair. Depois, dançando com ele e completamente perdida, sem saber o que fazer ou como agir naquela noite. Foram muitas horas tentando descobrir sinais de reciprocidade, sem nada perceber. Quando, então, começa a tocar New York, New York e sou convidada a dançar mais de perto. A partir daí, fomos nos aproximando cada vez mais e acabamos abraçados por (muitos) longos minutos. O beijo só aconteceria após a despedida da Lu, que antes de ir embora dissera a ele para cuidar bem da sua amiga.
Um ano se passou e aquele garoto engraçadíssimo continuou cuidando MUITO BEM de mim. Descobrimos que a Ale (nossa cupida) tinha toda a razão e que nascemos, de fato, um para o outro.
Claro que nem tudo foram flores neste tempo e é exatamente isso que torna tudo tão real e verdadeiro, além de imensamente ESPECIAL. É por tudo isso que não me canso de dizer que você é o grande amor da minha vida. JE T'AIME TOUJOURS, JE T'AIME TROP, mon petit cochon!!!!

Ilustração: Jana Magalhães


Coisa linda: "resposta" do meu amor ao meu texto!

Pra quem sempre achou que iria terminar a vida sozinho acorrentado em um porão cheio de ratos recebendo um punhado de ração a cada dois dias, foi com um misto de estranheza e euforia que, há exatamente um ano, eu criei coragem e tasquei um beijo literalmente meia-boca naquela que então eu ainda não sabia ser a mulher da minha vida.
Muitos beijos, amassos quentes, sangue e carnificina depois, eis-nos aqui, agora, celebrando no dia 12 de outubro – além do aparecimento da Nossa Senhora e do dia dos mini-adultos cruéis – o nosso aniversário de namoro. Toda a minha vida eu achei que nunca iria me entregar tão fácil assim pra ninguém, nem muito menos utilizar a expressão ‘meu amor‘ para me referir a uma pessoa que supostamente seria perfeita e supriria todas as minhas necessidades e carregaria o meu filho no ventre e cuidaria de mim até o dia em que morrêssemos dois velhinhos abraçados em um banquinho na varanda de uma casa no campo. Mas a vida tem esse jeitinho de esfregar na nossa cara aquele tipo de coisa que desprezávamos com todas as nossas forças anteriormente, e o faz de um jeito sempre furtivo e enlouquecedor.
Se tem uma coisa que eu aprendi nesse último ano foi que a gente nunca deve debochar da desgraça alheia e nem dizer que nunca faria tal ou tal coisa. Não é a declaração mais romântica ou socialmente aceitável a se fazer em uma data comemorativa de tamanha significatividade, mas a minha véia vai entender o espírito da coisa (assim espero). Afinal, orgulhamo-nos de não sermos o típico casal de questionário da Capricho, com seus comportamentos estereotipados e prazos de validade para afetos e relações sexuais (um ano e bombando, gurizada), que acabam levando muitos cristãos ao suicídio ou (o que é pior) aos livros de auto-ajuda.
Parágrafo único de declaração amorosa aberta ao público: Minha véia, nem preciso dizer que te amo mais do que tudo (clichê 1). Saiba que eu fui treinado para lidar com as adversidades da vida (isso inclui DRs e brigas sanguinolentas) e não vou desistir de ti nem que tu te esforce ao máximo (não é todo cara que tem coragem de dizer isso para uma pisciana, mas eu estou aqui, dando a cara a tapa). Tu me fez conhecer quase todas as emoções que um ser humano pode experimentar (às vezes em um único período de 30min), e foi contigo que eu aprendi a chorar feito uma menininha pré-pubescente e a não me envergonhar disso. Te ver sorrindo pela manhã diariamente me faz pensar duas vezes antes de levantar da cama e reencenar a chacina da Candelária (clichê 2), e muita gente tem a agradecer por isso. Agora eu tenho quem me defenda de pessoas chutadoras de cadeira no cinema e dos operadores mal servidos sexualmente do telemarketing da NET. Tu é o pedaço de mim que estava faltando sem que eu me desse conta disso por 22 anos (clichê 3), e por isso eu ainda estou aprendendo a lidar com o fato de ter alguém pra cuidar (meus tamagotchis sempre morreram de fome, desculpa). Temos muito o que melhorar e, com certeza, juntos, iremos atingir a perfeição e dominar o mundo. Te amo pra sempre, porque tu é o amor da minha vida e eu sou o da tua (clichê 4); porque eu te mereço e tu me merece (ambos inserimos a cruz no ânus e giramos, infelizmente), e agora não tem pra mais ninguém. Te amo muito demais, minha véia com o sorriso mais lindo mundo.
Pra terminar, preciso agradecer a duas pessoas muito especiais que contribuíram para o desfecho feliz dessa história: à Ale, nossa cupida e grande operadora de milagres, a quem devemos o imprescindível fato de termos nos conhecido no dia 20 de setembro do ano passado; e à Lu, que incentivou desde o início o nosso relacionamento e me incumbiu da simples tarefa de cuidar bem da amiga dela (tenho me esmerado muito, tu nem tem idéia de quanto).

lundi 14 septembre 2009

Apenas mais um texto (vazio)


A hora de mudar a capa do livrinho ali do lado passou há tempos, mas minha ausência no mundo virtual me impedia. Foram tantas coisas lidas no semestre passado,e tantas coisas por ler nesse que fiquei sem tempo ou mesmo vontade de mexer aqui. Queria ler mais para falar melhor sobre as coisas. Porém, se for esperar é provável que não comentarei nada. Então... lá vamos nós.
Estou lendo Madame Bovary a conta-gotas. Confesso que sou uma leitora um tanto lerda e quando não consigo me envolver na trama essa lentidão se agrava. De qualquer forma, quarta-feira terá uma aula dedicada a Gustave Flaubert e sua “obra prima”, assim ficarei sabendo tudo o que aconteceu com a insatisfeita Emma. Aliás, já soube que ela morre no final e é provável que vários leitores tenham ficado em êxtase com isso. Fato é que o ritmo do livro não agrada muito e uma vida insossa menos ainda (ta, eu sei que to ainda na segunda parte... mas, não sei não). Talvez na quarta eu descubra o porquê de tanta apreciação a este livro (embora acredite que somente quando eu o ler em francês veja alguma beleza real). Implicância com os clássicos é um saco. Mas, fazer o quê.

Contento-me em saber que a insatisfação não se dá com todos. Afinal, muitos já se salvaram. Um deles é Dom Casmurro. Depois de ver a minissérie da Globo e ter ficado maravilhada com aqueles cenários e a forma narrativa, me entreguei a Machado de Assis e encontrei nele um possível escritor favorito. As críticas que ele fazia a outros livros e escritores também são bastante interessantes. Sempre muito bem embasadas e gostosas de ler, tanto que nem mesmo os autores criticados por ele – como Eça de Queiros – ficaram de todo chateados. Se tivesse mais tempo para me dedicar a leituras extras adoraria ler mais coisas dele. O fato é que depois de entrar no curso de Letras minha lista de obras a ler só tem aumentado, ainda que minhas horas de leitura também estejam no mesmo ritmo. Quanto mais leio, mais coisas tenho por ler, o que acaba me perturbando um pouco. Mas, um dia eu chego lá.


Ilustração: Silja Goetz